Estudo
Estudantes sem noção sobre perigo do cigarro
por PATRÍCIA JESUS
Hoje
Investigadores da Faculdade de Medicina e do Hospital de São João concluíram que os adolescentes só relacionam o tabaco com o cancro e doenças respiratórias. Maioria dos que fumam são filhos de pais fumadores.
Os jovens sabem pouco sobre os perigos do tabaco e nem sequer têm noção da sua ignorância. Esta é a principal conclusão de um estudo que envolveu quase 2000 alunos de quatro escolas portuenses.
Os investigadores da Faculdade de Medicina do Porto e do Hospital de São João descobriram que a maioria dos 1770 estudantes que responderam ao inquérito sobre tabaco considerava-se bem informada sobre os riscos de fumar.
No entanto, apenas 6,7% conseguiam dizer três ou mais doenças relacionadas com o consumo de tabaco. "Acham-se bem informados, mas depois quando se pergunta quais as consequências para a saúde a maior parte deles sabe dar apenas um exemplo. Não têm noção da abrangência dos malefícios, mesmo com os vários avisos nos maços de tabaco", explica ao DN a pneumologista Isabel Gomes, coordenadora da investigação.
A maioria dos estudantes apenas refere como malefícios o cancro e doenças respiratórias, mas não faz ideia da importância do tabaco nas doenças cardiovasculares, por exemplo.
"A ideia de que os jovens têm toda a informação é um mito", concorda Luís Rebelo, presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo.
Por isso, Isabel Gomes defende que é necessário "uma estratégia educativa a nível nacional".
Até porque os investigadores detectaram importantes diferenças entre as quatro escolas estudadas. "É uma variação que pode estar relacionada com o meio onde a escola está inserida mas também com a atenção dada ao tema em cada estabelecimento de ensino", avança a pneumologista.
No entanto, salienta a especialista, não houve grandes diferenças entre o conjunto das três escolas públicas e a única privada.
Assim, uma "política de prevenção nas escolas a nível nacional" contribuiria para uniformizar a forma como tema é tratado em cada escola, argumenta.
Por outro lado, a estudo revelou uma percentagem de jovens fumadores "significativa": 11,1%, cerca de metade da média nacional. "É considerável se nos lembrarmos que o inquérito abrangeu desde crianças dos 11 anos a jovens de 21", explica Isabel Gomes.
A maioria começou a fumar aos 15 anos e mais de metade eram filhos de fumadores. Aliás, o estudo comprova que a influência dos pais, e sobretudos dos amigos, é determinante: 96,4% tinham amigos fumadores.
Além disso, o estudo mostra que 11,4% já fumavam mais de um maço por dia e que 9,8% fumavam o primeiro cigarro do dia cinco minutos depois de acordar. "São jovens que já revelam níveis de dependência de nicotina muito elevados", salienta a médica.
"Nós que lidamos com o sofrimento que resulta deste hábito temos noção que é necessário investir na prevenção de um vício que os acompanha a vida toda", salienta Isabel Gomes, acrescentando que o combate ultrapassa a medicina, "passa pela legislação, pela educação, é muito abrangente". Também para Luís Rebelo, é preciso ir mais longe porque as crianças tendem a desvalorizar alguma informação recebida nas escolas. "O problema não é das escolas, é da sociedade", acrescenta.
Estudantes sem noção sobre perigo do cigarro
por PATRÍCIA JESUS
Hoje
Investigadores da Faculdade de Medicina e do Hospital de São João concluíram que os adolescentes só relacionam o tabaco com o cancro e doenças respiratórias. Maioria dos que fumam são filhos de pais fumadores.
Os jovens sabem pouco sobre os perigos do tabaco e nem sequer têm noção da sua ignorância. Esta é a principal conclusão de um estudo que envolveu quase 2000 alunos de quatro escolas portuenses.
Os investigadores da Faculdade de Medicina do Porto e do Hospital de São João descobriram que a maioria dos 1770 estudantes que responderam ao inquérito sobre tabaco considerava-se bem informada sobre os riscos de fumar.
No entanto, apenas 6,7% conseguiam dizer três ou mais doenças relacionadas com o consumo de tabaco. "Acham-se bem informados, mas depois quando se pergunta quais as consequências para a saúde a maior parte deles sabe dar apenas um exemplo. Não têm noção da abrangência dos malefícios, mesmo com os vários avisos nos maços de tabaco", explica ao DN a pneumologista Isabel Gomes, coordenadora da investigação.
A maioria dos estudantes apenas refere como malefícios o cancro e doenças respiratórias, mas não faz ideia da importância do tabaco nas doenças cardiovasculares, por exemplo.
"A ideia de que os jovens têm toda a informação é um mito", concorda Luís Rebelo, presidente da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo.
Por isso, Isabel Gomes defende que é necessário "uma estratégia educativa a nível nacional".
Até porque os investigadores detectaram importantes diferenças entre as quatro escolas estudadas. "É uma variação que pode estar relacionada com o meio onde a escola está inserida mas também com a atenção dada ao tema em cada estabelecimento de ensino", avança a pneumologista.
No entanto, salienta a especialista, não houve grandes diferenças entre o conjunto das três escolas públicas e a única privada.
Assim, uma "política de prevenção nas escolas a nível nacional" contribuiria para uniformizar a forma como tema é tratado em cada escola, argumenta.
Por outro lado, a estudo revelou uma percentagem de jovens fumadores "significativa": 11,1%, cerca de metade da média nacional. "É considerável se nos lembrarmos que o inquérito abrangeu desde crianças dos 11 anos a jovens de 21", explica Isabel Gomes.
A maioria começou a fumar aos 15 anos e mais de metade eram filhos de fumadores. Aliás, o estudo comprova que a influência dos pais, e sobretudos dos amigos, é determinante: 96,4% tinham amigos fumadores.
Além disso, o estudo mostra que 11,4% já fumavam mais de um maço por dia e que 9,8% fumavam o primeiro cigarro do dia cinco minutos depois de acordar. "São jovens que já revelam níveis de dependência de nicotina muito elevados", salienta a médica.
"Nós que lidamos com o sofrimento que resulta deste hábito temos noção que é necessário investir na prevenção de um vício que os acompanha a vida toda", salienta Isabel Gomes, acrescentando que o combate ultrapassa a medicina, "passa pela legislação, pela educação, é muito abrangente". Também para Luís Rebelo, é preciso ir mais longe porque as crianças tendem a desvalorizar alguma informação recebida nas escolas. "O problema não é das escolas, é da sociedade", acrescenta.



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