INSCRIÇÕES ABERTAS: MORRER NA CHINA

Este país vai deixar de controlar o preço do tabaco
O tabaco está entre os 24 produtos e serviços cujo controlo de custo foi removido
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Este país vai deixar de controlar o preço do tabaco
A China aboliu o controlo de preços da folha de tabaco, o último produto agrícola a ter limites, anunciou este fim-de-semana a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o principal organismo de planeamento económico da nação asiática.

O preço da folha do tabaco é, no entanto, apenas um pequeno factor no custo total dos cigarros - um monopólio estatal na China -, o que torna improvável que haja efeitos significativos para os fumadores.

O Governo chinês tem tentado reduzir o consumo de tabaco mas as medidas têm tido um impacto limitado.

O tabaco está entre os 24 produtos e serviços cujo controlo de custo foi removido, incluindo também transporte ferroviário de carga a granel, do envio de encomendas por correio, transporte de passageiros e fabrico de explosivos para uso civil.

A empresa estatal China Tobacco tem o monopólio da produção de cigarros mas o preço do tabaco será determinado de acordo com o "oferta e procura industrial e com os custos e lucros da empresa", disse a Comissão, em comunicado.

De acordo com declarações, hoje publicadas, do dirigente da Comissão Wang Shengmin ao jornal China Daily, a China produz cerca de 2,5 milhões de toneladas de tabaco por ano.


Lusa/SOL

BASTAM 30 MINUTOS!


cigarro_20562467.jpgEstudos apresentados no XVI Congresso Mundial de Cardiologia, que recentemente teve lugar em Buenos Aires, mostraram que bastam 30 minutos de exposição ao fumo do tabaco para que os não fumadores sofram alterações nas suas artérias que aumentam o risco cardíaco.
Quem está exposto habitualmente ao tabagismo passivo tem um risco cardiovascular quase tão elevado como o dos fumadores: – os não fumadores que inalam fumo alheio experimentam um aumento de 30% no seu risco de doença coronária. Mas o mais alarmante é a velocidade com que o tabagismo passivo lesa o sistema cardiovascular.
“Sabemos que apenas trinta minutos de exposição ao fumo do tabaco alheio é suficiente para observar mudanças na função das artérias dos não fumadores”, afirma o Dr. Joaquín Barnoya, director de investigação da Unidade de Cirurgia Cardiovascular da Guatemala e Professor da Universidade Washington, em St. Louis (EUA). “O fumo do tabaco em segunda mão produz um dano directo ao endotélio (membrana interna dos vasos sanguíneos), responsável pela dilatação e contracção das artérias.”
Vários estudos mostraram que o tabagismo passivo causa lesões cardiovasculares equivalentes entre 80 a 90% às lesões de que sofrem os fumadores.
Daí a importância dos ambientes livres de fumo. “As novas evidências estão em consonância com o já conhecido e ajudam a compreender a diminuição rápida da doença cardíaca depois da implementação de ambientes livres de fumo de tabaco.”
“ Na Itália, Califórnia (EUA) e noutros lugares do mundo, que implementaram ambientes livres de fumo, observou-se que a mortalidade e incidência de enfartes do miocárdio diminuiu rapidamente”, sublinha o Dr. Joaquín Barnoya.
Resta saber se em Portugal, onde a lei vigora há cerca de um ano, os resultados são semelhantes. Mas tenhamos esperança de que assim seja.
Já desde o início da sua publicação (1942) que a Saúde e Lar vem alertando os seus Leitores para estes perigos. É por isso, para nós, muito compensador constatar que, cada vez mais, a Ciência nos vai dando razão, embora um pouco a conta-gotas... Mas mais vale tarde do que nunca!
Notícias Médicas/S&L